Archive for junho 2012

A Homofobia

Estive, nos últimos dias, pensando sobre a homofobia. Esta, por sua vez, vem sendo criminalizada em diversos países, o Brasil incluso, afim de extingui-la como uma mal social, que de fato é. Gostaria antes de lhes compartilhar o raciocínio demonstrar minha posição quando a causa homossexual: Não há motivos para aversão a esta. Sou apoio as políticas favoráveis aos 'direitos' dos homossexuais e simpatizantes.
Minha critica sobre a criminalização da homofobia vem apoiada em dois fatores. O primeiro, e creio que menos grave, é o seguinte: O que é a homofobia? Se formos analisa-la como palavra, temos homo, que no latim significa homem, mas a aplicação neste contexto se dá ao pseudoprefixo de homossexual e temos fobia, do grego, aversão ou medo. O significado global da palavra significa 'aversão ao homossexual', o que condiz com a pratica real. O problema é: Uma fobia, assim como é classificada é um distúrbio psicológico, que por sua vez, não é uma atitude natural humana e sendo assim vem acompanhada de sintomas, estes sim devem ser tratados e não criminalizados.
O segundo ponto é o ato de criminalizar. Possuímos exemplos diários de que a criminalização não leva a solução do problema, assim como no tráfico de drogas ou até mesmo dirigir acima do limite de velocidade. Então, qual é o sentido de proibir uma fobia, um distúrbio? Isto não vai impedir que as pessoas deixem de tê-lo e por consequência agir de maneira inaceitável perante os homossexuais. O grande beneficiado disto tudo, são os burocratas estatais que se dizem favoráveis a causa homossexual porem legislam de maneira ínfima ao problema real e saem como grandes defensores da mesma.
De fato, eu acredito na educação. Acho que a melhor reparação para a homofobia é a educação das pessoas quanto ao fato. A homossexualidade não é anormal e ou inatural é algo existente e precisa ser tratado como. A criminalização não soluciona o problema, que tal, tentar ensinar as pessoas e educa-las a tratar a homossexualidade como fato natural, só assim teremos a erradicação do problema. Cabe a nós, educarmos e mostrar aos legisladores que a criminalização só aumenta o índice de criminalidade, e afirmo mais uma vez, não soluciona o problema.

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O que você deve saber sobre a proibição das drogas

Agora a noite achei este vídeo no YouTube sobre a situação atual das drogas na nossa sociedade. Esta quem fala é a professora de economia Angela Dills, uma defensora dos ideias libertários, assim como eu. Assistam o vídeo que além de curto é muito exemplificador e esclarecedor.

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A nova geração de maricas

Bom, até iria publicar um texto nesta tarde mas acabei me enrolando na revisão. 
Como de costume. Vou deixar aqui então uma bela produção textual do blogueiro 
André Filho.  Boa leitura.




Estudiosos do mundo inteiro se reuniram e começaram a tentar descobrir alguns porquês. Dias e noites, eles batalharam para descobrir a causa da nossa sociedade estar sempre pisando em ovos, sempre com uma cautela ímpar para não ofender ninguém com um passo errado, passando por tempestades em copos de água jamais vistas nos sete mares. Então, descobriu-se o cerne da questão. O merthiolate parou de arder.
Em uma sociedade na qual o merthiolate ardia tudo fazia sentido. O ardor deste remédio para sarar feridas mostrava às crianças o que, realmente, era dor. Não existiam essas frescurinhas de reclamar de tudo. Existia algo para nivelar tudo, existia o pavor de ter aquele líquido vermelho passado no joelho ralado. A boa e velha tensão e a cara falsa da mãe dizendo que não ia arder. Era a maior das mentiras. Bem, com isso, em nosso subconsciente ficava sempre aquilo como marco referencial, se algo acontecesse, nossa mente, involuntariamente, comparava os sentimentos do que estava acontecendo com a dor do remédio, e verificava se valia a pena à queixa. Por isso as reclamações eram menores, as pessoas se ofendiam menos e não chorávamos por qualquer coisa. Como havia um problema central, maior e relevante, não se desperdiçava preocupação com coisas desimportantes. Era preciso ter cuidado para evitar acontecimentos que teriam como consequência o merthiolate. Uma geração foi criada sob este pilar da valorização de acontecimentos dignos e não a banalização de tudo, de dar relevância a qualquer cisco que caísse em nossos olhos.
Eis que o destino, este que gosta de dificultar as coisas, quis que aparecesse um bem intencionado, com a seguinte ideia: Fazer o merthiolate parar de arder. Eu espero, sinceramente, que o filho de 15 anos dele chore no fim de Glee e esperneie todas as vezes que o Justin Bieber cancelar um show no Brasil. Perdeu-se um norte. Sem isso, as pessoas que foram criadas sendo saradas pela nova composição do remédio, não sabem do que, nem como reclamar. Percebeu-se um anseio de buscar algo para tal função, e, por vários erros de comunicação, ou a não existência da mesma, cada um escolheu o seu motivo e desembestou a reclamar, a sentir-se ofendido, a sentir-se péssimo, a odiar alguém, a odiar tudo. Como bem disse, e eu – Quem sou eu, né?!- assino embaixo, Clint Eastwood: “Vivemos em uma geração meio mariquinha”. E não estamos falando de opção sexual. A análise se baseia sobre o grau de importância que as pessoas dão às coisas pequenas, fazem de uma dor de barriga, uma úlcera irreversível. Utilizam-se de singelos comentários, inocentes ou não, como provas cabais de ofensas inaceitáveis com a mesma gravidade de ter a mãe chamada de feia. Ofende. Mas, vestir toda e qualquer carapuça, não é saudável, é infantil, coisa de quem não tem com o que se preocupar, não tem ninguém pra comer e se beneficiou com o fato do merthiolate não arder.
Resta-nos esperar, ou lutar contra tudo isso, contra não poder olhar feio pra ninguém, sem algum ataque de nervos acusando de todos os preconceitos possíveis. Contra quem não bebe cerveja porque é amargo. E quem usa merthiolate que não arde. Ou apenas viver a nossa vida, e torcer pra ninguém pôr o calo debaixo do nosso pé. Como diziam nos áureos tempos que sarar feridas ardia feito fogo: “Engole o choro”.

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Artista: Niel Quebasa







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Espelunca


A gota de suor lhe escorria pela testa, acumulando-se na sobrancelha e pingando na já empapada gola da camisa. Calor insuportável. As janelas apenas permitiam a entrada do bafo quente e claro, do cheiro de bosta dos cavalos dos homens que ali estava. Era o buteco mais bagaceiro da região, sem dúvidas. Miseráveis, putas e putas miseráveis. Ambiente tosco, cafona, uma típica espelunca.
O dono do estabelecimento era um homem, chegando à casa dos sessenta anos, barba falha, meio grisalha e por fazer. A expressão era cansada, parecia estar ali há mais tempo que poderia suportar. Era nojento. Não gostava de nada e é claro, ninguém. Abria o buteco só por abrir, era melhor do que ficar em casa aturando a velha, assim chamava sua esposa.
A portinhola rangeu. Entrou no buteco a passos firmes. Chamou atenção. Grande merda pensou o dono, mais um corno, e de fato era. O homem se aproximou do balcão onde o taberneiro estava apoiado. Pediu uma pinga. Da amarela, não da branca. Barata, é claro. O copo fora enchido até a metade, mal limpo, com marca de batom de uma vagabunda qualquer. Não importava, mandou um talagaço.
- Que merda.
- Como de costume, não? – Interpelou o taberneiro.
- Claro que não. Eu era feliz, até aquela cadela me trair. Peguei os dois hoje. Filhos da puta.
- E fez o que? – O dono olhava para ele com a cabeça baixa, organizando os copos e com a mão enrolada em um trapo em que ele secava os mesmo.
- Nada, deixei os dois lá, que se fodam.
- Corno manso.
- Te fuder também, filho da puta! – Enfiou a mão no bolso da calça e sacou uma nota amassada. Bateu com a mão no balcão, largando a nota. Levantou-se de maneira a derrubar a banqueta que estava sentando. Novamente chamou atenção, virou as costas e andou em direção a portinhola, com os mesmos passos firmes. Antes de sair, duas putas que ouviram a histórias mexerem com ele. Bufou de raiva e nada fez. Foi embora.
O taberneiro não demonstrou expressão, seguiu acariciando os copos com trapo úmido que já nada secava. Uma nova onda de mormaço entrou pelas aberturas da espelunca. Fez a portinhola se mover, rangendo.
- Belo show, hein? – Perguntou um individuo, já com a gola empapada de suor, sentado em uma extremidade do balcão, que outrora observara.
- Mais um corno. – O dono soltou o trapo úmido e estendeu o braço a fim de buscar a nota amassada que o corno ali havia deixado. Desamassou-a com toda a calma do mundo. Dois pila. Seu trabalho por ali estava feito. E a banqueta, no chão. 

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