O homem é um ser reflexivo. Temos como instinto pensar e refletir sobre tudo aquilo que nos rodeia. E por tais devaneios, somos instigados a questionar. Começa muito antes de aprendermos a falar, escrever, nos comunicar. Assistimos ao mundo que nos rodeia, e em silêncio, por menor que seja nossa vivencia, procuramos absorver aquelas minimas respostas, aquelas que nos levam a entender, que somos, quem são aqueles que nos rodeiam e aonde estamos.
Então crescemos, aprendemos a nos comunicar e por tal, passamos não só a questionar sozinhos, mas em grupo, pois agora discutimos nossas reflexões. A partir desse instinto frenético de questionar, evoluímos. Passamos a compreender os mais complexos acontecimentos daquele mesmo mundo que nos rodeia desde pequenos.
O homem, não desiste, e seu instinto questionador o levou a perguntas nais quais as respostas não se limitam ao nosso mundo material, passamos a refletir sobre sentimentos, vida e morte, e por fim, a respeito sobre o sentido da vida. Porque estamos aqui? Realmente, esta é uma pergunta sensacional, passamos horas buscando nosso objetivo, aquele que seria o motivo de nossa existência. Eu, sempre fui muito lógico.
As pessoas não tem um objetivo. Cada ser possui sua parcela de deveres e responsabilidades, todos os dias somos cobrados ou cobramos. Porque? Estamos ocultando o real sentido da existência. Há verdades inquestionáveis, e por mais rude que pareça, esta é uma: Nosso tempo é limitado. Não estamos aqui a toa.
Se realmente existe uma resposta para o sentido da vida, eu acredito que seja: Felicidade. Parece contraditório, afirmei que as pessoas não tem um objetivo, e cito a felicidade como tal. Mas é isso mesmo, cada pessoa não tem o seu, nós, temos um objetivo. Devemos buscar a felicidade a qualquer custo, o resto deve ser secundário.
Seja tolo. Devemos ser tolos o suficiente pra errar. Não interprete o erro como uma falha na qual você deve se lamentar, e sim em uma experiencia sem igual afinal, você aprendeu mais uma maneira de como não fazer ou agir, só os tolos tem esse poder.
E pense, na inquestionável verdade: Você vai morrer. Ninguém nunca escapou da morte ou desistiu dela. Tenha ela como base pra agir, questione-se, se você realmente é feliz desta maneira, a morte é o parâmetro. A frente dela, não existe mais arrependimentos ou frustrações, é apenas o seu coração lhe guiando. Pense como se fosse seu último dia, você morreria feliz com suas atitudes? Se a resposta for não, por muitos dias seguidos, algo deve mudar, pois afinal, um dia você vai acertar.
E se soa-lhe estranho agir desta maneira instintiva, com medo de errar, lembre que somente os tolos tem esse valioso poder.
Ricardo Richter, Outubro de 2011.









