Desenvolvimento do Ambiente Espacial descrito no conto Caravana
O ambiente transmutou-se. Em um piscar de olhos as arvores haviam sumido. A bruma que antes rala, tomou conta de tudo o que havia ao seu redor. A penumbra permanecia acompanhada pela lua que seguia sob sua cabeça. A grama, tomada pela terra, tornou-se inexistente. O chão havia sido consumido pelo céu noturno e se expandia até abaixo de seus pés. Seu redor fora preenchido pela escuridão da noite, do espaço.
O ambiente transmutou-se. Em um piscar de olhos as arvores haviam sumido. A bruma que antes rala, tomou conta de tudo o que havia ao seu redor. A penumbra permanecia acompanhada pela lua que seguia sob sua cabeça. A grama, tomada pela terra, tornou-se inexistente. O chão havia sido consumido pelo céu noturno e se expandia até abaixo de seus pés. Seu redor fora preenchido pela escuridão da noite, do espaço.
Em um flash, incontáveis astros preencheram o ambiente. Flutuava. Olhou ao seu redor, contemplou os astros e os infinitos planetas que surgiram, avistou nebulosas e galaxias inteiras, apreciou a aurora e a morte de estrelas. Estava no espaço. A paisagem lhe era magnifica. Nunca havia apreciado tamanha beleza.
Levantou a cabeça. Olhou em frente e vistou um carvalho, sustentando por um bloco de terra, que como ele flutuava no ambiente espacial. Caminhou até ele. Era gigantesco. Maior do que lhe pareceu à primeira vista. Percebeu que a arvore titânica se estendia por milhares de quilômetros a cima, e como furtos, suplantados em meio aos galhos do colossal carvalho, haviam algumas estrelas e planetas.
Mirou ao pé do carvalho. O tronco era maior do que de qualquer um que ele já tenha visto, lhe pareceu absurdamente forte, inabalável, mas mesmo assim, não poderia suportar todo o seu tamanho. Não compreendeu. Ali não havia física, não havia gravidade. Avistou também alguns pequenos animais ao redor do carvalho. Esquilos brincavam, borboletas pairavam e formigas trabalhavam. Não compreendeu.
Se aproximou mais do tronco. Uma figura humana ali estava. Sentado sob as raízes da arvore titânica, sustentava em frente à boca, com uma mão, um cachimbo de madeira, entalhado por algumas runas que ele não soube decifrar. Com a outra mão postada em meio à barba, uma vez ou outra, a levava a um pequeno saco, cuidadosamente colocado ao seu lado, a fim de buscar um punhado de frutas secas e levá-las até a boca. A longa barba cinzenta estendia-se até a altura do umbigo. Vestia uma túnica verde-musgo e um chapéu de mesma cor, com longas abas e bico pontudo, típico dos magos. Um cajado rústico de madeira estava escorado ao no tronco, ao seu lado. Era tudo tão místico, tão surreal.
- Bem vindo jovem. – O velho disse, sem tirar a atenção do cachimbo.









